Filme que conta detalhes dos supostos casos de abuso e pedofilia de Michael Jackson estremecem legado do astro

Segundo conta Jimmy Safechuck, hoje com 41 anos, o rei do pop se aproveitava da confiança dos meninos que frequentavam o rancho para cometer os abusos. O filme de 4 horas promete revelações sobre Michael Jackson.

“Deixando Neverland” é o nome do filme que tem colocado um novo combustível nas acusações de pedofilia e abusos sexuais contra Michael Jackson.

Em vida, Jackson havia sido inocentado de algumas acusações e, em outras, firmou acordos sigilosos com as famílias para retirarem as acusações. O novo filme promete revelar detalhes do que acontecia no rancho Neverland, palco dos supostos abusos.

Segundo conta Jimmy Safechuck, hoje com 41 anos, o rei do pop se aproveitava da confiança dos meninos que frequentavam o rancho para cometer os abusos.

“Vou te mostrar algo que todo mundo faz”, teria dito o cantor enquanto orientava o menino a deitar de bruços para massagear seus mamilos enquanto ele se masturbava. O documentário tem 4 horas de duração e será transmitido em duas partes pela HBO.

O rancho funcionava como um parque de diversões e zoológico privados, onde a casa também funcionava como diversão para centenas de crianças que visitavam o local.

Sala de fliperama, cinema, cabana indígena e outros espaços que para algumas das crianças eram pura diversão, para outras no entanto funcionava como palco de estupros. Safechuck conta que era nesses espaços que os abusos aconteciam.

“Não ser pego era fundamental. Ele falava que nossas vidas terminariam se soubessem” afirma Safechuck.
Além de Safechuck, Wade Robson aparece no filme contando detalhes dos supostos abusos. Robson conta sobre como era obrigado a assistir Peter Pan enquanto Jackson o tocava inapropriadamente e beijava seu corpo.

Wade Robson descreve o quarto de Jackson como um “arsenal de docinhos e pornografia” e revela que o cômodo era protegido por diversas portas “barulhentas” que, caso fossem abertas, dariam tempo para Jackson se vestir e vesti-lo.

O documentário, do britânico Dan Reed, se baseia no depoimento dos dois e de outras supostas vítimas que preferem não se identificar, mas que também entraram com processos contra o cantor na época.

O filme afirma que as ações do rei do pop foram responsáveis pelo suicídio de um jovem que nunca superou os abusos sofridos na infância.

A família do cantor, por outro lado, classifica o filme como sensacionalista e acionou a justiça contra a produtora e também contra a emissora HBO.

Além disso, representantes do cantor lembram que ambos, Safechuck e Robson foram ouvidos na época e suas denúncias resultaram em ampla investigação que definiu que Jackson era inocente.

Escrito por Carla Gomes

Colunista em diversos sites. Adoro escrever sobre qualquer assunto. Cursando publicidade e marketing. Apaixonada e ecommerce e marketing digital. Contato: [email protected]