Fofoca: O que falar da vida alheia diz sobre nós

Fofoqueiros, de fato, têm autoestima baixa e há uma necessidade de chamar atenção. "Ao passar fofocas, tornam-se o centro das atenções, pois eles têm a informação e poder sobre ela", de acordo com Joselene L. Alvim, psicóloga, especializada em neuropsicologia no setor de Neurologia do HCFMUSP.

Segundo Freud, há uma fase que determina: “Quando A fala de B, sei mais do A que do B”. A autoria, embora discutida, há quem afirme que pertence a canadense Lise Bourbeau, mas uma coisa é certa, serve e muito aos que tem hábito de fofocar.

Vale lembrar que fofocar é um hábito muito comum em meio a sociedade, em todas as culturas. Aliás, temos curiosidade na natureza, e como consequência, a vida alheia. Mas, os motivos que nos levam a passar adiante o “ti ti ti”, mostram e muito quanto ao nosso caráter, personalidade e como está nossas vidas. E isso não mostra nada um pouquinho bonito sequer.

Pode até ser que aconteça, mas dificilmente “fofocar” tem algo positivo. Maldizer as pessoas, causar intrigas, especular ou falar coisas sem nenhuma base, até mesmo trazendo à tona particularidades dos outros, são de praxe assuntos dessas conversas.

A maior parte das fofocas é tóxica e desrespeitosa, pois a vítima sequer autorizou que tal informação fosse autorizada a passar adiante. “E outra, o assunto nem sempre é verdadeiro. Pois, sempre aumentam uma parte. Então, em diversas situações o assunto é distorcido, pois a cada um que passa, entende-se e acrescenta o que entendeu”, comentou Blenda de Oliveira, psicanalista e psicóloga.

Fofoqueiros, de fato, têm autoestima baixa e há uma necessidade de chamar atenção. “Ao passar fofocas, tornam-se o centro das atenções, pois eles têm a informação e poder sobre ela”, de acordo com Joselene L. Alvim, psicóloga, especializada em neuropsicologia no setor de Neurologia do HCFMUSP.

Há um lado positivo ao fazer fofocas?

Para Blenda, a fofoca pode ser vista de forma positiva, quando há uma necessidade em contar fatos. “Se a intenção não é voltada à prejudicar ninguém, não há um lado ruim nisso. O que ocorre por exemplo com amigos em um bar contando coisas do patrão ou colegas, contando coisa do dia a dia, sem uma necessidade em ferir ou acabar com a imagem de alguém”, explicou.

Via: uol.com.br

Escrito por News Report

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