O que acontece quando você abraçar emoções escuras

Passo 1: Desenvolva a vontade de abrir a porta

Imagine que você está abrindo a porta e dando as boas-vindas a suas emoções, para vir e se sentar em algum lugar da sala. Você pode imaginar este assento tão perto ou tão longe de você quanto quiser. Dessa perspectiva, você pode dar uma olhada suave e curiosa no que está ali.

Muitas vezes as pessoas imaginam suas emoções como tendo algum tipo de cor, forma ou forma. Às vezes, eles imaginam suas emoções como personagens de desenhos animados ou como partes mais jovens de si mesmos. Parte da prática é simplesmente aceitar o que quer que seja.

Esta é uma nova experiência para a maioria das pessoas. Quem quer deixar a ansiedade na porta? Quem quer receber com tristeza ou raiva? Mas quando deixamos entrar o que quer que seja e o vemos de longe, podemos olhar com curiosidade e explorar o que está lá.

Passo 2: Dê uma olhada curiosa em qualquer coisa que passe pela porta

Observar atentamente o que sentimos pode nos ajudar a lidar com o que está diante de nós. Pode ser útil nomear nossos sentimentos – Oh, isso é ferido; isso é ciúme; isso é raiva – porque, por mais simples que isso soe, muitas vezes não prestamos atenção às nuances do que estamos sentindo. Consequentemente, informações importantes são perdidas ao longo do caminho. Rotular nossas emoções angustiantes nos dá uma maneira de validar nossa experiência interior, mas tem o benefício adicional de reduzir sua intensidade.

Também pode ser benéfico ver nossos “visitantes” emocionais como convidados temporários. Adicionando a frase “neste momento” a uma declaração como “estou sentindo stress, raiva ou mágoa” pode nos ajudar a estar com o que está lá sem se sentir sobrecarregado. Outras coisas que você pode dizer para si mesmo incluem:

  • Posso me permitir perceber como isso está aparecendo no meu corpo e nos meus pensamentos?
  • Se esse sentimento ou parte de mim pudesse falar, o que isso poderia dizer?
  • O que pode querer ou precisar?

Ser curioso, em vez de temeroso ou rejeitar, fornece uma lente melhor para entender seus sentimentos.

Passo 3: Dê a si mesmo o dom da compaixão

Além de afastar sentimentos desconfortáveis, muitos de nós foram condicionados a julgar nossas emoções de maneiras negativas. Aprendemos que, se mostramos tristeza, é um sinal de fraqueza, que somos uma pessoa ruim se sentirmos raiva ou ciúme, e que devemos “seguir em frente” quando experimentamos a perda. Quando nos deparamos com difíceis emoções, muitas vezes falamos a nós mesmos pra parar de ser bobos ou que há algo errado conosco.

Quando praticamos mindfulness em combinação com auto-bondade e um reconhecimento de nossa humanidade comum – o fato de que todos nós sofremos como seres humanos – nós cultivamos a auto-compaixão, uma qualidade que tem sido associada ao bem-estar psicológico.

Para praticar a autocompaixão, imagine-se sentado com um bom amigo que está sofrendo e pense em como você pode estender um gesto de compaixão. Como seria sua linguagem corporal? Como você pode ouvir? Que sensações você sentiria ao redor do seu coração?

Agora imagine essa pessoa estendendo a compaixão para você. O que eles podem dizer ou fazer? Que palavras você acharia reconfortantes ou calmantes?

As possibilidades são, eles não estariam dizendo para você cortar ou que você não deveria estar se sentindo assim. Eles podem dizer: “Isso parece muito difícil. Estou aqui por você. Ou talvez eles simplesmente estendam a mão.

Quando podemos aprender a nos sentar conscientemente com nossas próprias emoções e trazer compaixão a tudo o que estamos vivenciando, é como se nos tornássemos esse amigo atencioso, sentados conosco mesmos. Aprender a estar lá por nós mesmos, através dos momentos positivos e dolorosos, pode ser tremendamente curativo.

Enquanto abraçar nossas emoções sombrias requer coragem e prática, usar a técnica da porta nos permite abrir um presente do outro lado. Todas as vezes que praticamos ações com nossas emoções difíceis, também desenvolvemos travas internas, aprendemos a confiar em nossa capacidade de lidar com nossas experiências, desenvolver resiliência para superar os desafios da vida e encontrar maneiras de buscar o que realmente importa. Todos nós temos o poder de enfrentar o que é difícil, se apenas abrirmos a porta.

Escrito por Pa